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Grupo de reflexão: Veias finas da Igreja

São Paulo compara a Igreja ao Corpo de Cristo. Nós somos muitos, mas formamos um só corpo (cf. 1Cor 12,1-12). O corpo para se manter vivo precisa ter o sangue correndo em suas veias. A Palavra de Deus é como o sangue que corre nas veias da Igreja. Sem a Palavra de Deus a Igreja perde a sua vitalidade.
Se a Igreja é o Corpo de Cristo e a Palavra de Deus o sangue que corre em suas veias, podemos comparar a liturgia como o coração da Igreja. A liturgia é que faz a Igreja viver. Sendo o centro da vida da Igreja, é na liturgia que celebramos as alegrias e as vitórias, as dores e os sofrimentos de Jesus. Na liturgia celebramos a nossa vida nos mistérios da vida de Jesus. Assim, é a liturgia que constantemente bombeia o sangue da Palavra de Deus para alimentar todo o corpo.
O corpo possui as artérias que são aquelas veias mais grossas que distribuem o sangue. São as veias que aparecem mais. Podemos comparar estas veias mais grossas com o trabalho das pastorais, com o trabalho da catequese e dos cursos de formação nas comunidades. São trabalhos que aparecem mais, recebem mais formação, têm mais apoio dos dirigentes e até uma maior atenção por parte da Igreja.
Mas no corpo, também são indispensáveis aquelas veias finas, que não aparecem tanto, mas que levam o sangue até aos lugares mais afastados e distantes do corpo. Estas veias finas são os Grupos de Reflexão. Geralmente seu trabalho não aparece muito e, às vezes, não são valorizados por certos dirigentes da Igreja. Mas são os Grupos de Reflexão que levam e fazem a Palavra de Deus correr através das casas e chegar até aos mais afastados. Por isso os Grupos de Reflexão conseguem reforçar a comunidade trazendo novos participantes e reconduzindo aqueles que se afastaram. Eles também oxigenam a comunidade com gestos concretos e com a solidariedade aos necessitados. Eles também despertam novos animadores e novas pessoas para ingressar nas pastorais e fortalecem assim toda a comunidade.
É através deste trabalho simples e despretensioso que toda a comunidade se fortalece e até a liturgia, o coração da Igreja, bate mais forte e feliz fazendo sentir ali a presença do Ressuscitado. Por tudo isso podemos cantar com a música “Eu sou feliz na comunidade”.

Grupos de Reflexão / faz o sangue circular
Vai fazendo a Palavra, / chegar em todo lugar.

Denilson Mariano
marianosdn@yahoo.com.br


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