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Fundamentos teológicos para os grupos de rua

Lemos na carta aos Efésios, atribuída ao apóstolo Paulo: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (Ef 4,1-7). Cada cristão que participa de um grupo de rua tem a oportunidade de fazer essa experiência de unidade profunda, por motivações de fé. No meio de uma sociedade onde vigora a rivalidade, a competitividade, somos chamados a aprender a conviver com o diferente, com o outro, experimentando no dia a dia os frutos do Espírito. “Como bons administradores da multiforme graça de Deus,...

Grupos de Rua: caminho para a Igreja rede de comunidades

Logo após o Concílio Vaticano II, as formas colegiadas ganharam vigor e muitas experiências bonitas aconteceram. As conferências episcopais ganharam força; os diversos conselhos em âmbito diocesano, paroquial e comunitário também. O povo começou a se sentir verdadeiramente Igreja e a sair da passividade de séculos. Nas primeiras Campanhas da Fraternidade no Brasil, os lemas e os objetivos sempre lembravam a todos o sentido comunitário da Igreja. “Lembre-se: você também é Igreja” (1964); “Faça da sua paróquia uma comunidade de fé, culto e amor”; (1965); Em 1966, o objetivo da campanha assim dizia: “Reavivar nos fiéis a consciência de que são membros do povo de Deus, corresponsáveis por toda a comunidade da Igreja local, diocesana, nacional e universal, e chamados a servir todos os homens, especialmente os pobres”. Com esse espírito, a Igreja no Brasil promoveu, na década de 1970, uma proliferação – sem igual na sua história – de comunidades eclesiais de base. Abandonou a mania de...

Diocese de Caratinga: um canteiro dos Grupos de Reflexão

Animados pela força da Palavra de Deus, mais de três mil leigos e leigas das várias paróquias da Diocese de Caratinga, testemunharam a força dos Grupos de Reflexão (GR) na vida das famílias e comunidades. Depois da missa de acolhida, presidida por Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo Local, os participantes saíram em uma caminhada com a Palavra pelas ruas da cidade até ao auditório da UNEC onde aconteceu o encontro. Fez-se uma parada sobre uma ponte do rio Caratinga e, devido ao seu estado de poluição, fez-se memória dos apelos da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 que trata do saneamento básico. Pe. Geziel, e Pe. Moacir, organizadores do encontro, deram boas vindas aos participantes e franquearam a palavra a alguns padres presentes. Vários deles disseram que a origem de sua vocação vêm dos GR que são também um grande “celeiro de vocações” na Diocese. Monsenhor Raul, que há 40 anos participa da organização dos roteiros de reflexão na Diocese, recordou que as raízes destes...

Plenário: uma partilha para aumentar a comunhão

  São Pedro nos lembra em sua carta (2Pedro 1,19-21) que não podemos querer entender a Bíblia sozinhos. A Bíblia nasceu em uma comunidade e é entendida em comunidade. Este entendimento da Palavra de Deus começa nos Grupos de Reflexão. Depois, esse entendimento é partilhado e enriquecido no grande encontro mensal dos grupos que é o Plenário. O Plenário é vida para os Grupos de Reflexão. Ele anima, esquenta e faz nascer o entrosamento entre os grupos. Ele reforça nossa pertença à comunidade. Ele reafirma o sentido de ser Igreja. O Plenário é a partilha e o aprofundamento das perguntas trabalhadas durante o mês. Plenário não é briga, não é provocação. É um debate sadio que nos faz crescer. O Plenário também não é perde e ganha. Algumas pessoas têm uma ideia errada do Plenário, por isso não vão. É preciso ir para ver de perto e sentir como muita coisa mudou pra melhor. O Plenário ajuda no amadurecimento dos Grupos de Reflexão . Ajuda a desenvolver o espírito crítico e ...

Grupo de Reflexão: Reuniões semanais e Plenário

As reuniões do grupo são todas as semanas, e sempre com as mesmas pessoas . Grupo sério não dispensa nem troca as reuniões semanais por nada. Quando um novato se interessar em entrar para o grupo, passem para ele o que é um grupo de reflexão, e como está o andamento do seu grupo. Não deixem a pessoa meio perdida.  Se procurou, é porque está querendo alguma coisa a mais, não é mesmo? Os assuntos das reuniões dos grupos exigem continuidade. Exigem permanência dos membros e fidelidade às reuniões (Hb 10,25).    Não nos esqueçamos de que estamos falando de reuniões de estudo , de reflexão e treinamento para a missão. Por isso o animador e o secretário devem, de vez em quando, pedir a um ou outro membro do grupo para dirigir a reunião.  Assim essa pessoa vai se soltando aos poucos... Ø   Evitar comes-e-bebes nas reuniões de grupos de reflexão. A preocupação com essas coisas pode prejudicar a evangelização. Local da reunião: por causa da continuidade...

O que é um Grupo de Reflexão?

O Grupo de Reflexão é formado de pessoas que fazem opção de se organizarem em grupo, de forma permanente.   Fazem reuniões a partir da Bíblia para refletir e viver a Palavra de Deus. O objetivo do grupo de reflexão é o aprofundamento da Palavra de Deus e o treinamento para a missão. O grupo de reflexão existe para formar leigos missionários. Para as reuniões semanais do grupo e para o plenário mensal dos vários grupos da comunidade, nós temos os Roteiros que nos vêm da Diocese. É maravilhoso ver como a nossa Diocese apóia os grupos de reflexão. [1] 1. ORGANIZAÇÃO MÍNIMA Para que possa haver verdadeira e frutuosa reflexão, os grupos são pequenos. De 10 a 12 pessoas. Passando de 12 membros, é bom criar um novo grupo. Mas criar, em comum acordo com a coordenação a nível de comunidade , como veremos logo a seguir, no número dois. Cada grupo precisa de um(a) animador(a) e um(a) secretário(a). Esses são os responsáveis pela organização de tudo com antecedência. Organizar ...

O rio da comunidade

Os vários “olhos d’água” vão se juntando e formam o rio. O rio, por onde passa, vai gerando vida dentro e fora dele. Dentro ele cria os peixes e as plantas que vivem na água. Por fora dele, o rio torna o terreno bom para a plantação. O rio é uma fonte de vida. Por onde passa o rio espalha vida. Mas quando é poluído pelos agrotóxicos e todo tipo de sujeira, o rio mata a vida dentro e fora dele. A comunidade é como o rio. Nasce dos pequenos Grupos de Reflexão, à luz da Palavra de Deus e no meio de muitas dificuldades. Mas, na medida em que vai se organizando vai se tornando uma fonte de vida. Vai criando vida dentro e fora dela. A comunidade gera vida dentro dela quando vai reunindo as pessoas para celebrar junto a fé em Deus através da missa e do culto dominical. Quando organiza a catequese, quando organiza as várias pastorais para atender às necessidades de todos, quando faz o trabalho missionário de ir atrás dos afastados, é sinal de que a vida está correndo. É sinal de que o r...